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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

DEPRESSÃO

Nas últimas décadas, o número de pessoas afetadas pela depressão tem aumentado de forma preocupante. A depressão aparece de forma traiçoeira e, na maioria dos casos, surge silenciosa, muitas vezes encarada apenas como uma pequena tristeza, um descontentamento com a vida, causado por problemas no trabalho, desavenças entre a família ou por problemas de saúde.




Na realidade, muitas vezes a pessoa não percebe que todas essas contrariedades são comuns na vida de qualquer ser humano, mas nem todos são afetados da mesma forma. Se, para uns, as contrariedades da vida causam períodos de tristeza e descontentamento, para outros será a causa que os arrasta para o verdadeiro poço sem fundo da depressão, onde tudo parece negro e sem sentido e onde a própria pessoa se sente cada vez mais vazia, inútil e desvalorizada.



Em condições habituais, qualquer um de nós está preparado para resistir psicologicamente aos períodos de crise. Mas, por motivos ainda hoje não inteiramente conhecidos pela ciência, é cada vez maior o número de pessoas incapaz de ultrapassá-los sozinha.

Surge então a depressão, algumas vezes prolongando-se por um período quase interminável, sem que a pessoa saiba exatamente porque.

Certos acontecimentos causam dor, sofrimento ou preocupação, tais como a perda de um ente querido, situações de divórcio ou desemprego. Nestes casos a reação normal será a pessoa ficar triste e abatida.



Surge assim, a incompreensão da doença depressiva por parte de quem nunca passou por ela. A depressão não é um período de tristeza. É uma doença, não só do forro psíquico, mas também espiritual, que exige tratamento e da qual a pessoa afetada não se vê livre apenas por desejar que assim aconteça.

Algumas vezes, este é um dos aspectos mais perturbadores para a pessoa deprimida: a incompreensão por parte daqueles que a rodeiam.



Por isso mesmo, por mais bem intencionados que estejam, não adianta os amigos e familiares cobrarem da pessoa deprimida uma reação. Se ela estivesse em condições de reagir, ela não estaria deprimida – estaria apenas atravessando um período de tristeza em sua vida.

Quem realmente quer empreender uma ação útil, deve aconselhar a pessoa a procurar ajuda especializada ou até mesmo dar os passos necessários para encaminhá-la nesse sentido, pois, muitas vezes quem está deprimido, não consegue tomar esta atitude.

Tipos de depressão



A psiquiatria distingue dois tipos principais de depressão. A depressão de causa endógena (ligada a fatores genéticos, e que geralmente aparece cedo, em adultos jovens, e apresenta características sazonais), e a chamada depressão reativa. Estas, geralmente, estão relacionadas com o stress da vida e do dia a dia, com conflitos familiares (hoje em dia cada vez mais frequentes), separações na família e, sobretudo, com a situação econômica. Estas são as principais causas, embora fatores como doenças graves (como câncer e AIDS) provoquem depressão com características específicas.



Na opinião da psicóloga e psicoterapeuta Rosa Almeida, a depressão é uma perturbação séria e cada vez mais frequente, sobretudo nas camadas juvenis, e é considerada uma das doenças do aspecto psíquico mais comuns e mais “tratável”, apesar de provocar grande sofrimento e, nos casos mais severos, o suicídio. No entanto, “o termo tornou-se confuso porque é indiscriminadamente utilizado, muitas vezes para descrever reações emocionais normais. Sabe-se que uma elevada porcentagem dos suicídios está relacionada com a depressão não tratadas”, afirma a psicóloga.



Tanto a família, como os amigos, a escola e trabalho, sofrem com as consequências deste problema e devem estar preparados para enfrentá-lo. “Hoje existem vários tratamentos, psicológicos e medicamentos, que são eficazes”, relata a psicóloga

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